terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Hancock

Surpreendente! Esta é a palavra que melhor descreve este maravilhoso filme. Considero improvável que alguém tenha tido impressão correta de como ele seria. Logo de início ele acaba com todas as expectativas, creio que todo mundo pesou: "não era isso que eu estava esperando". Vou explicar para aqueles que ainda não assistiram, o cara não é um herói é um anti-herói, um alcoólatra.


Na minha opinião o grande destaque deste filme é o seu roteiro, uma trama inovadora, criativa e surpreendente. Um detalhe muito importante é que o herói foi criado para este filme, não veio de um quadrinho, desenho animando ou livro, fator este que faria os mais aficionados ficarem questionando as diferenças entre o original e o filme.


Não posso deixar de falar do Will, participação fundamental, tenho enchido muito a bola dele, não é? Mas não consigo deixar de fazê-lo, ele esta "mandando" muito bem! Em todos filmes que ele fez ultimamente tem atuado de forma marcante, costumo dizer que um ator trabalhou bem em um filme, quando não da para imaginar outro ator no papel, aquelas atuações tão marcantes que quando a gente vê o ator em outro filme se refere a personagem do filme anterior e não ao nome do ator/atriz, como por exemplo, olha lá o "Neo" e não o Keanu Reeves, ou então: "o cara que fez o gladiador". Como trocar a marca pelo produto, quando falamos vou comprar um Bom Brill ao invés de esponja de aço, Gillete para lâmina de barbear, Qboa para água sanitária, etc. Não estou dizendo que sua atuação em Hancock foi digna de oscar, estou apenas dizendo que ele se saiu muito bem em encarnar o personagem, e que outra pessoa no lugar não ficaria tão legal.


Os efeitos especiais são fantásticos, empolgantes. A trama é bem dinâmica, prende bastante a atenção e não é nada previsível. É uma filme que desbanca a grande maioria dos filmes de super-heróis. É empolgante, divertido e cheio de ação. Vale a pena assistir, é diversão garantida!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Shakespeare Apaixonado


No início da revolução industrial, quando as coisas começaram a ser produzidas em larga escala, foi determinado que obra de arte era aquela de caráter raro, uma peça única, feita a mão, estas deveriam ser expostas em galerias e museus. E o que era industrial não tinha caráter artístico. Esta realidade mudou como advento da fotografia e do cinema, este por sinal, produziu legítimas obras de arte, e a que quero aqui destacar é “Shakespeare Apaixonado”. Um magnífico filme, que já carrega em seu título o nome do maior escrito da língua inglesa, que já nos faz pensar: ai vem coisa boa! Mais um ponto que nos faz seguir a mesma linha de raciocínio é o seu elenco de peso. Cabe mencionar também que o filme ganhou vários prêmios, entre 3 globos de ouro, 13 BAFTA( British Acandemy of Film and Television Arts), 4 prêmios SAG(do sindicato dos atores), 1 do Festival de Cinema de Berlim e 7 oscars.

Não é uma análise bem a fundo, mas penso assim: é nos dramas e romances que vemos do que o ator é feito. Nos filmes de ação o que manda mais são os efeitos especiais, as tomadas mais rápidas, etc, méritos do diretor. Nos romances, é claro, tem quer ter um roteiro bom, mas o que realmente manda são os atores, eles tem que nos envolver na trama, nos fazer sentir o que o personagem esta sentindo, sofrer com ele, sorrir com ele, torcer por ele, ter raiva do antagonista, e quando o filme enfim terminar e o amor vencer, nos sentirmos realizados, talvez até chorar de alegria. Neste filme os dois protagonistas foram perfeitos, Gwyneth Paltrow(como Julieta) recebeu seu merecido oscar e vários outros prêmios de melhor atriz, por sua atuação neste filme. Já Joseph Fiennes(Romeu) nem se quer foi indicado para o oscar, o que achei uma injustiça, mas, não sei quem eram os candidatos que concorreram no ano. Judi Dench por sua vez, incorporou a rainha e ganhou fácil o prêmio de melhor atriz coadjuvante, são poucas asa sua falas, e

suas aparições, acho que não passam de três, mas todas dignas de oscar.


O filme se passa na época em que Shakespeare estava escrevendo Romeu e Julieta, no filme ele vive um romance tão intenso e perburbado como o de Romeu e Julieta. E baseado na sua própria história, ele vai criando a peça, fatos que acontecia com ele, até alguns diálogos, ele colocava na peça. Um roteiro bem bolado, bem arranjado, e muito criativo. Um detalhe muito bem elaborado no filme são as aparições da Rainha, sempre imponete, as pessoas se dirigem, e se referem a ela, com estremo respeito e até temor, estas cenas retrataram muito bem o poder do rei absolutista.